Sgurgola é uma graciosa pequena aldeia italiana nas encostas dos montes Lepini, de onde domina o vale do rio Sacco. A aldeia encontra-se em Ciociaria (pronuncia: Tchotcharía), a região histórica que corresponde aproximadamente à província de Frosinone, na região do Lácio.
Até o 1927, antes da fundação da província de Frosinone, a aldeia pertenceu à província de Roma.
Sgurgola dista 24 quilômetros de Frosinone e 70 quilômetros de Roma.

História
A tradição diz que a aldeia foi fundada por Espártaco, o gladiador trácio quem conduziu uma insurreição de escravos em 73-71 a.C. (Terceira Guerra Servil): isto explicaria a temperamento rebelde que foi atribuído (pelo menos em épocas passadas) à gente de Sgurgola, que durante o período do fascismo tive muitas vítimas das perseguições políticas.
Mais provavelmente a aldeia foi fundada na altura das invasões bárbaras, como abrigo para os povos de Anagni, Ferentino e outras aldeias nos arredores, pois que a sua posição protegida permitía controlar o vale abaixo.
De fato o antigo nome da aldeia era Sculcula, que poderia ser um diminutivo da palavra sculca do latim vulgar (6
to século) que significa "sentinela", origem da palavra italiana "scolta" ou "scolca", e que em sua volta deriva da palavra gótica skulks, que significa "sentinela, guarda" (Camilleri-De Mauro).
De acordo com outros o nome poderia vir das muitas fontes que jorram (em italiano "sgorgare") da pedra calcária sobre quem a aldeia é construída; neste caso a etimologia poderia ser a mesma de Gorga, uma aldeia que se acha no vertente opuesto (o de Roma) dos montes Lepini, apenas atrás de Sgurgola.
Na realidade o território de Sgurgola foi habitado desde as epocas mais antigas, como demonstrado por un túmulo atribuido à cultura do Rinaldone, no período calcolítico (III milênio a.C.), de um homem de aproximadamente 30 anos de idade, achado em 1880 numa caverna perto da estação de comboio.

Os restos agora estão expostos no museu Pigorini em Roma, junto com seu enxoval funerario, incluindo pontas de frecha em sílex com inserto, algumas das quais tingidas com cinábrio, um martelo-machado de pedra, un punhal de cobre de base ogival e um vasinho em cerâmica (de tipo “a impasto") em forma de garrafa. Também os zigomas e a maxila do crânio foram tingidos com cinábrio, evidentemente como traça dos rituais que seguiam o enterro e a decomposição do cadáver.
Na idade histórica a área onde hoje situa-se Sgurgola era habitada pelos Volscos, uma população Itálica subjugada pelos romanos no século IV a.C., e na época romana no vale do Sacco (então chamada Trerus ou Tolerus) entre Sgurgola e Anagni achava-se o lugar chamado Compitum Anagninum ou seja a encruzilhada entre a Via Latina e a Via Labicana, citada até por Tito Lívio, que estava provavelmente na área da atual Osteria della Fontana, freguesia do concelho de Anagni. Na mesma área também havia um lago chamado Bassano ou Clarano, ainda presente em tempos históricos
(S. Gatti).
De Osteria della Fontana começava uma estrada, cujo caminho é seguido em parte pela atual via Morolense, que atravessava o vale do Sacco onde, sendo o solo fértil, plano e com disponibilidade de água, desenvolveram-se muitos assentamentos residenciais e produtivos, pelo menos desde a média idade republicana. No lugar chamado I Casalini, perto da estação de comboio, ao redor de 1908, durante os trabalhos agrícolas nas terras dos condes Posta encontrou-se a telha cerâmica levando o carimbo do tijoleiro (Princeps, servo de Pompónio Corvo). O fato de que na zona era fácil encontrar fragmentos de objetos de terracota, sugere que a tijolaria de onde saíam estava exatamente ali (G. Gatti).

Na aldeola de Villamagna, não longe da estação de comboio, se podem ver ruínas duma vila romana imperial da idade imperial tardia que recebeu o emperador Antonino Pio e seu filho adotivo Marco Aurélio, o futuro emperador, que contou numa carta sua estada na vila.
Os mais antigos dados escritos sobre Sgurgola se podem achar na bula papal emitida por Urbano II o 21 de agosto de 1088, onde o castelo nomeado “Castrum Sculcule” era concedido a Pietro, bispo de Anagni, junto com outros castelos da área, incluindo o de "Villam Magnam”.

A história de Sgurgola é marcada por várias mudanças de dominação entre as diferentes famílias feudais: condes de Ceccano, Torelli, Caetani e Colonna. A frequentação de Sgurgola por parte dos Caetani é demonstrada pelo facto que em 13 de julho de 1159 Pietro Caetani tinha acompanhado o cardeal Bosão e Ruggero, sobrinho do chanceler do papa Adriano IV, no castelo de Sgurgola, para ali receber o juramento de fidelidade
(Paravicini Bagliani, pag. 7). Em abril 1300 Sgurgola teria sido também o cenário dum encontro do papa Bonifácio VIII com os emissários do rei de Inglaterra Eduardo I Plantageneta, por uma mediação nos conflitos com a França e a Escócia (Dupré Theseider).
Sgurgola mais tarde foi o objeto duma verdadeira campanha de compras pelos Caetanis, e em particular pelo Papa Bonifácio VIII, (Benedetto Caetani), natural de Anagni, graças à sua posição estratégica, dando para o vale do rio Sacco e estando de frente a Anagni. A importância dessas compras é comprovada pelas quatro bulas papais emitidas em 1ro de julho de 1300, referindo-se ao castelo, e à sua aquisição por Pietro Caetani, conde de Caserta e sobrinho do papa, que assumiu-o do arcebispo Adinolfo de Supino, herdeiro de Simone de Sgurgola, e das freiras do mosteiro de Santa Maria em Viano (Giammaria). Muitas das propriedades, em Sgurgola ou em outros lugares, adquiridos pelos parentes do papa, foram vendidas a um preço baixo ou até doadas, com a esperança de despertar a benevolência do papa. De acordo com o Colonna, e com seus associados, o castelo e as outras propriedades foram adquiridas pelo Caetanis como resultado de ameaças e atos de violência dos tribunais papais, com ações miradas para semear a discórdia entre os irmãos co-proprietários (Paravicini Bagliani, pag. 138). Isso estaria de acordo com as acusações lançadas por Jacopone da Todi contra Bonifácio: "Quando nella contrata, t’aiace alcun castello / ’n estante mitti screzio enfra frat’e fratello; / all’un getti el braccio en collo, all’altro mustri el coltello / se no n’assente al tuo appello, menaccili de firire" (Lauda 83: 27-30) ("Quando na cercania, você gosta dum castelo / logo semear a discórdia entre irmão e irmão, / um deles você abraça, ao outro mostra a faca / se ele não aceitar a sua ordem você ameaça ferir"). Os irmãos Giordano, Gualgano e Pietro, herdeiros dos senhores de Sgurgola, continuaram a ocupar o castelo, até que foram expulsos pelo julgamento de 21 de abril de 1300, emitido por Giacomo de Ransano, Vigário-Geral da Campagna e Marittima. O papa selou a conquista de Sgurgola com uma visita e com a promulgação de dois bulas, nos dias 23 e 25 de agosto, datadas exatamente da aldeia (Giammaria).
O conflito entre as famílias Caetani e Colonna contribuiu ao ocorrer dos acontecimentos de 1303, que levaram ao "atentado de Anagni", que de acordo com a tradição viram também Sgurgola como arena.
No mesmo dia do atentado, os irmãos Pedro e Galgano de Sgurgola, que estavam entre os conspiradores, teriam recuperado o castelo de Sgurgola, que tinham-lhe arrastado três anos antes (Giammaria). O palácio de Bonifacio em Anagni, onde teria acontecido o atentado, provavelmente pertencia a Corrado de Sgurgola (Fedele, 1921a). que le habían arrastrado habría pasado,

A população de Sgurgola aumentou muito no século XVIII, quando as planícies ao longo do rio Sacco foram lavradas, e a área urbanizada foi estendida do núcleo central em redor do castelo (Rocca), até a área da actual avenida principal (Corso Repubblica) e até via del Cárpino.
Enquanto Roma se tornou capital do reino de Itália, em 1870, um grande número de pessoas foi atraído aí de todas partes de Itália, e muitos deles vieram de Sgurgola, graças à sua proximidade e à nova estrada de ferro. Muitos dos imigrados de Sgurgola trabalhavam precisamente nos caminhos de ferro do estado e iram habitar nas "casas dos ferroviários" no bairro de San Lorenzo em Roma.
Como dito previamente, Sgurgola foi a arena de lutas sociais e de resistência antifascista (ver minha página sobre a vida de meu avô Medoro Pallone).
Partindo dos anos cinqüenta do século passado, na área ocorreu um grande desenvolvimento, graças ao estabelecimento da Cassa del Mezzogiorno (fundo de desenvolvimento para a Itália meridional).
No início do terceiro milênio, foi construida a autoestrada Roma-Nápoles (Autostrada del Sole). Isto fêz de maneira que naquele período no vale do Sacco surgeram muitas fábricas, principalmente indústrias farmacêuticas e plásticas, onde são ainda empregados muitos trabalhadores de Sgurgola, e muitos outros residem na aldeia e trabalham em Roma, graças aos transportes rápidos (mesmo se não freqüentes e eficientes). No início do terceiro milênio, a construção da ferrovia rápida Roma-Nápoles modificou uma vez mais o vale.
Além das indústrias no vale, a economia de Sgurgola basea-se na viticultura e no cultivo das oliveiras: as azeitonas produzidas na aldeia são moídas por um moinho cooperativo local. Além disso umas explorações agrícolas de pequeno tamanho criam galinhas e coelhos, enquanto no vale cria-se gado (principalmente de razas de produção leiteira) e ovelhas, mesmo se os acontecimentos recentes que causaram a poluição do rio Sacco e de outros córregos
danificaram seriamente os criadores locais.
Em Sgurgola nasceram o médico Pietro Sterbini (1793-1863), patriota, ministro das obras públicas da República romana de 1849 e companheiro de Giuseppe Mazzini, e o poeta em dialeto Attilio Taggi (1867-1950). Em Sgurgola tinha nascido em 20 de janeiro de 1954 também Luciano Rossi, assassinado com a idade de 24 anos em 8 de novembro de 1978 em Patrica, perto de Frosinone, distando cerca de 15 quilômetros de Sgurgola, num ataque terrorista. Luciano Rossi era o motorista do Promotor de justiça de Frosinone Fedele Calvosa, e foi matado junto ao policial Giuseppe Pegliei e ao mesmo magistrado. A matança foi reivindicada pelas Unità Comuniste Combattenti.

Visita:
Chega-se na aldeia percorrendo a estrada nacional no 6 (via Casilina) e então a estrada Morolense, (veja o itinerário abaixo); uma ponte moderna, construída ao lado da antiga, talvez de origem romana, atravessa o rio Sacco, que formava uma pequena cascata, hoje substituída por uma estação de bombeamento.
Ao lado da ponte pode-se ver uma torre ameada de origem medieval; a Mola Colonna, que provavelmente antigamente era uma defesa para a ponte, mas depois foi transformada em moinho (de onde deriva o nome), explorando a força motriz da água do Sacco.
A Mola mede 17,5 metros de altura e tem uma seção quadrada com 7 metros de lado, desenvolvia-se sobre três plantas (hoje fica apenas um), e do antigo emprego militar ainda mostra balestreiros debaixo de pequenas janelas quadradas.
A torre foi restaurada diversas vezes nos séculos e por um breve período de tempo foi tambem utilizada como central eléctrica para a iluminação de Sgurgola, Morolo e Supino.
Em 2003 a torre foi adquirida pela municipalidade, e o presidente da câmara, que era o diretor da banda de Berlusconi (Honi soit qui mal y pense) colocou lá o Museu das Bandas Musicales; a torre está em parte ainda em restauração.
Após da ponte e do viaduto sobre o caminho de ferro, a estrada sube até à aldeia (à direita há um bivio para Villamagna), e depois de cerca de 2,5 km entra nela com via della Pietra Rea, (rua da Pedra Ruim), onde na realidade, apesar do que afirma a guia do Touring Club de Itália, ninguém pode mostrar-lhe a famosa pedra da cume da qual foram arengados os conspiradores dirigidos até Anagni para o atentado.
A rua termina com a praça "dell'Arringo" referendose sempre aos acontecimentos do 1303 (arringa significa "advocacia"), mais conhecida como do "Muraglione" (ou seja "a muralha"), por o maciço muro de contenção que contém-a do lado do vale.
Na praça também acham-se o monumento aos mortos pela pátria e, ao lado dele, um fragmento da parede com um fresco (talvez representando São Sebastião e outros santos), resto da pequena igreja do Arringo do século XIII, agora destruída, e sobre todo o terraço com lindo panorama sobre o vale do Sacco, os montes Ernici e, mais distante, os Castelos romanos.

Da praça do Muraglione começa a avenida principal, o Corso (Corso della Repubblica), onde desenvolve-se o passeio dominical, dito "struscio", que termina na piazza Pietro Sterbini (conhecida simplesmente como "la piazza"), onde acha-se a igreja paroquial de Santa Maria Assunta da metade do século XVIII, com seu amplo portal retangular original de monólitos de pedra calcária incluído numa fachada branca recentemente rebocada, que substituiu o questionável revestimento de tijolos de 1966. As três portas de bronze da igreja são obra do escultor de Anagni Pietro Gismondi (1906-2003). O antigo campanário surge apartado, no lado traseiro direito da igreja (em via 2 giugno), e apoja-se num bloco de rocha. Igualmente na praça Sterbini se acha a maciça torre do relojo, de finais do século XIX, que tem três andares e apoja-se em um amplo arco de volta redonda, depois do qual no lado direito levantam-se os paços do concelho.
Apenas além do arco da torre do relojo, à esquerda, uma escadaria sube às imponentes ruínas do castelo (a Rocca), consistindo na mera base, dominada por um pinho, cujo perfil pode-se ver de longe, até mesmo da autoestrada.
As ruelas em redor do castelo são muito pitorescas: são estreitas, tortuosos, a miúdo com degraus, e por as suas dimensões o bairro é conhecido como "bùcio pellìccio", isto é "furo da peneira".
Descendo do castelo ou da praça Sterbini pela via del Càrpino (rua do cárpino), à esquerda uma estrada leva ao bairro de San Giovanni (São João), onde acha-se a igreja barroca com o mesmo nome, com seus frescos do 1888. Além da igreja há uma praça com pequeno jardim e um terraço, mesmo se menos panorâmico do que o Muraglione.
Continuando com descer por vía del Carpino, depois de um troço plano, a estrada sube até o cemitério, que surge ao lado da pequena igreja de Santa Maria in Viano, em épocas antigas incluida em um convento cisterciense, por este motivo a pequena igreja è melhor conhecida como "la Badia" (a abadia) e assim é indicada nos sinais de direção. Do convento só ficam poucos restos que podem-se ver entrando no cemitério e virando à direita.
A Badia tem origens muito antigas, datando pelo menos ao XI século, e alojou as filhas das famílias feudais mais importantes da região, na qualidade de abadessas
ou de simples freiras. La Badia alojou entre outras a nobre Maria, irmã de Rinaldo da Supino e esposa de Francesco Caetani (1260-1317), sobrinho-neto de Bonifácio VIII, quem nomeou-o cardeal, com o título diaconal de santa Maria in Cosmedin. Maria, embora ficando no convento, deu a Francesco um filho e uma filha (Waley, cit. por Frale). De acordo com umas fontes Maria tivera que fazer voto de castidade no momento da nomeação Francesco como cardeal.
Maria estava presente na Badia em 28 de fevereiro de 1300, à venda dos dereitos sobre o castelo de Sgurgola do convento a Pietro II Caetani, sobrinho-neto do papa Bonifácio VIII (e cunhado de Maria). Maria teria-se tempos depois casada com Goffredo da Ceccano, um dos participantes ao "atentado de Anagni" junto com seu irmão Rinaldo

A igreja tem uma fachada assimétrica de cabana com telhado de duas águas, com uma janela simples por um lado e uma janela geminada no outro; entrando do largo alcança-se um vestíbulo com um portal de pedra, que dá acesso à igreja. Na luneta em cima ao arquitrave do portal, há um fresco de estilo bizantino representando um busto de Jesus Cristo, com a mão direita levantada para abençoar e a esquerda levando um livro aberto.
Nas encostas da montanha, poucas centenas de metros sobre a aldeia, visitam-se as ruínas da pequena igreja do XIII século de San Nicola (São Nicolau); as ruínas consistem em muros brancos de pedra calcária, nos quais distinguem-se dois andares, o resto da abóbada em cruzaria, uma porta lateral e, sobre o portal principal, uma luneta. Ao lado da igreja inicia uma galeria na montanha, de onde em inverno jorra um regato que desce até a aldea. A pequena igreja para o momento (abril 2014) não é acessível por trabalhos em curso, que já viram a restauração do telhado.
Desde San Nicola pode-se encaminharse para excursões nos montes Lepini, onde há muitos bosques, nascentes e cavernas. A pequena igreja teria hospedado o médico e alquimista catalão Arnaldo de Vilanova (1240-1313) que teria-se encerrado ali em finales de julho 1301 para completar seus estudos que levaram-o a realizar o selo astrológico de ouro, incluído num cinto de couro, com o qual tratou o papa Bonifácio VIII por seus cálculos renais; parece que o tratamento teve efeito, talvez por uma simples ação mecânica sobre os rins, trazendo ao alquimista uma opípara recompensa da parte do papa e muita inveja e ressentimentos na Corte Pontificia. Arnaldo foi também o médico do rei Jaime II de Aragão e professor na Universidade de Montpellier e na Escola Médica Salernitana
(Frale).
A meia altura nas encostas da montanha, ao sul da aldeia, á altitude de 693 metros, uma trilha alcança o eremitério de San Leonardo, construido nas ruínas dum mosteiro que pertenceu à congregação de Santo Spirito di Maiella, que mais tarde foi nomeada congregação dos Celestinos, desde que o seu fundador Pietro da Morrone foi elegido por papa em 1284, com o nome de Celestino quinto.
A mesma congregação possuiu também os estabelecimentos de Santo Antão do Deserto em Ferentino y Santo Antão em Supino. A data de fundação do eremitério é incerta, mas é provavelmente muito antiga. São Leonardo de Noblat viveu em França no VI século; è o orago de Sgurgola desde 1200.
No eremitério conserva-se a sua estátua que, na ocasião da festa patronal do 6 novembro, leva-se em procissão na igreja parroquial da aldeia com tochas e fogos de artifício.
Depois da festa, que compreende também uma feira tradicional, a estátua volta-se a levar em procissão ao eremitério.
Cerca de San Leonardo jorra uma fonte perene e não muito além acha-se a Fonte dell’Acero (Fonte do Bordo).

Televisão:
Entre 1963 e 1964 o realizador Ugo Gregoretti filmou em Sgurgola, com a participação da população local e do ator Renato Salvatori, uma curta metragem (16'36") para a Rai (Radio-televisão Italiana) sobre a pré-estréia nacional na aldeia de seu filme "Omicron". A metragem, graças a Lamberto Corsi, está disponível em You tube, dividido em duas partes: 1a parte 2a parte.

Como chegar aí:
Em comboio:
linha Roma-Nápoles via Cassino, parada Sgurgola (68 km). Na estação não podem-se comprar nem validar bilhetes. A aldeia acha-se a 3 km da estação e pode-se alcançar em ônibus (CO.TRA.L. ou Corsi & Pampanelli); os bilhetes poden-se comprar no jornaleiro além da ponte na estrada de ferro (300 metros da estação). Si precisam alcançar a estacão da aldeia podem comprar os billetes no charuteiro em corso Repubblica.
Em carro: Autoestrada Roma-Nápoles (A2) a 12 km da aldeia. Saiam em Anagni-Fiuggi, depois da saida virem à direita (direção Anagni) e depois de 100 metros virem outra vez à direita, no trevo em descida em direção de Frosinone (estrada nacional SS n.6, Casilina); depois de cerca de 4 km, apenas atravessam uma pequena aldeia (Osteria della Fontana), virem à direita até Sgurgola (Via Morolense. Cuidado: o bivio è apenas depois de un câmbio de pendência e duma curva). Agora prossiguam no caminho principal até o bivio seguinte: não virem à esquerda para Morolo, mas siguam adiante para Sgurgola (siguam os sinais). A estrada desce debaixo do viaducto da estrada de ferro rápida, atravessa com uma ponte um rio com uma cascada, ao lado duma antiga torre, e depois com outra ponte atravessa a velha línha ferroviaria. Depois, no bivio seguinte, siguam adiante, em subida, por cerca de 3 km (com várias curvas) até alcançar a aldeia.
Em vez da autoestrada podem seguir a via Casilina (estrada nacional SS n.6) desde Roma, e apenas alcançam Osteria della Fontana siguam as indicações dadas antes para o itinerario da autoestrada.

Población:
Ao 1ro de janeiro de 2013 Sgurgola contava com uma população de 2.627 habitantes (ver gráfico), com área da comuna de 19,32 km² portanto com uma densidade de 136 hab./km². De acordo com dados da instituição de caridade católica Caritas (enlace) Sgurgola é de longe a aldeia da província de Frosinone com a mais alta percentagem de imigrantes sobre a população total (12,8%) (véase tabla).

Informações práticas:
Altitude do centro da aldeia: 386 metros sobre nivel do mar; Padroeiro: São Leonardo de Noblat (6 de novembro); Dia de mercado: Domingo; Festas: São Roque (16 de agosto), São Antonino (2 de setembro), São Leonardo de Noblat (6 de novembro); Código postal: 03010; Indicativo telefónico: +39.0775; Código estatístico da Comuna: 060073; Código cadastral: I716; Urgências: Anagni tel. 118.

Festas:
Agosto Sgurgolano, festa das Sagne (talharins caseiros com ovo, servidos geralmente com molho de carne e tomate), Festa da uva (primeiro fim de semana de outubro).

Restaurantes:
Ristorante Pizzeria "Daniela Vitozzi" via del Carpine Tel. +39.0775.741101.
Pizzeria La Torre - via Colle Madonna Giovanna Tel. +39.0775.779080.
Pizzeria "Del Corso" Corso della Repubblica.

Hoteis:
Nenhum (ou talvez: Casa Parrocchiale di Accoglienza "Oasi S. Leonardo" Via Pietra Rea Tel. +39.0775.71282).

Confins:
O território da comuna de Sgurgola contigua ao norte com o de Anagni, ao leste com os de Morolo e Ferentino, ao sul com Gorga e Morolo, ao oeste com Anagni e Gorga.

Outras informações:
Paços do concelho: Via Roma, 4, 03010 Sgurgola (FR) - tel. +39.0775.74581, fax +39.0775.745827; Presidente da câmara: Antonio Corsi (elegido em maio 2011); Servicio Autonómico da Saude: FR 1; Distrito escolar: 50mo; Comunidade de montanha: no. 13 "Monti Lepini"; Instrumento urbanístico: P.R.G. D.G. no 3144 del 19-04-95; Plano Territorial Paisagístico: no. 8 "Subiaco-Fiuggi-Colleferro"; Classificação climática: zona D, 1962 GR/G; Coordenadas geográficas: Latitude: 41°40'0" N; Longitude: 13°9'0" E.

bibliografía:
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CAMILLERI Andrea, DE MAURO Tullio (2013) La lingua batte dove il dente duole. Laterza, Roma-Bari.
DUPRÉ THESEIDER Eugenio (1971) Bonifacio VIII, papa. In: Dizionario Biografico degli Italiani - Volume 12. Istituto dell'Enciclopedia Italiana Treccani, Roma. (
ligação)
FEDELE Pietro (1921a) Per la storia dell'attentato d'Anagni. Bullettino dell'Istituto Storico Italiano, 41: 195-232.
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FRALE Barbara (2013) L'inganno del gran rifiuto. Utet, DeAgostini, Novara.
GATTI Giuseppe (1908) Nuovo sigillo figulino trovato nel territorio di Sgurgola. Bullettino della Commissione archeologica di Roma, 36: 48-52.
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GIAMMARIA Gioacchino (1983) Bonifacio VIII in Anagni nell'anno del primo giubileo. Romagnoli Editore, Anagni.
GRAZIANI Gerum (2001) Sgurgola nel medioevo: storia di un castello di origini longobarde. Ferrazza & Bonelli, Colleferro.
JACOPONE DA TODI () Laude. Letteratura Italiana Einaudi. (
ligação)
PARAVICINI BAGLIANI Agostino (2003) Bonifacio VIII. Einaudi,Torino.
TOURING CLUB ITALIANO (1977) Guida d'Italia - Lazio. Touring Club Italiano, Milano.
WALEY Daniel (1973) Caetani, Francesco. In: Dizionario Biografico degli Italiani - Volume 16. Istituto dell'Enciclopedia Italiana Treccani, Roma. (
ligação)

sites web consultados: (verificados em 14 de fevereiro de 2016)
http://www.comune.sgurgola.fr.it/
http://it.wikipedia.org/wiki/Sgurgola
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sgurgola
http://www.laciociaria.it/comuni/sgurgola_storia.htm
http://www.pigorini.arti.beniculturali.it/
http://www.laciociaria.it/comuni/anagni.htm
http://www.ciociariaturismo.it/it/la-ciociaria/i-91-comuni/tutti91comuni/215-sgurgola.html
http://www.chiesainrete.it/arciconfraternita/sgurgola.htm+
http://www.treccani.it/enciclopedia/francesco-caetani_%28Dizionario-Biografico%29/
http://www.treccani.it/enciclopedia/papa-bonifacio-viii_%28Dizionario-Biografico%29/
http://www.arthistory.upenn.edu/aamw/fieldwork.html#villamagna (não alcançável em 14 de fevereiro de 2016)

 

Me desculpo por qualquer falha na tradução portuguesa:
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página creada em: 9 de janeiro de 2009 e modificada pela última vez em: 18 de outubro de 2016