Com boa saúde
(desde o boletim informativo de Consumer Health Digest. Tradução: Andrea Gaddini)
remédios

Companhia farmacêutica multada por 3 biliões de dólares por violações na comercialização. (#12-23 - 5 de julho de 2012)
A GlaxoSmithKline LLC (GSK) aceitou declarar-se culpada e pagar 3 biliões de dólares para resolver suas responsabilidades resultantes de (a) a campanha ilegal da companhia farmacêutica para a promoção de alguns remédios com prescrição médica para empregos não aprovados pela FDA, (b) ter omitido as comunicações de alguns dados sobre a segurança, e (c) sua responsabilidade civil por alegadas práticas de falsa informação sobre os preços. [GlaxoSmithKline to plead guilty and pay $3 billion to resolve fraud allegations and failure to report safety data. US Department of Justice news release, July 2, 2012] http://www.justice.gov/opa/pr/2012/July/12-civ-842.html
A resolução constitui a maior conciliação judicial en matéria de saúde na história dos Estados Unidos e é a mais grande quantidade de dinheiro nunca pagada por uma companhia farmacêutica. GSK aceitou declarar-se culpada por duas imputações de introdução de medicamentos com etiquetagem irregular (Paxil e Wellbutrin) no comércio interestadual e por uma acusação de ter omitido as comunicações à FDA dos dados sobre a segurança do remédio Avandia. De acordo com a conciliação judicial GSK vai pagar uma multa penal de $ 956.814.400 e um confisco de $ 43.185.600. A companhia também vai pagar 2 biliões de dólares para resolver suas responsabilidades civis diante do Governo federal de acordo com o False Claims Act (lei sobre as declarações falsas) e diante cada estado separadamente. O acordo civil resolve as imputações relacionadas com Paxil, Wellbutrin, Avandia e vários outros remédios e também resolve as imputações de fraudes nos preços e alegados subornos aos médicos que prescreviam os remédios. A Associated Press relatou que a comercialização imprópria aos médicos incluía férias em resorts caros, viagens de caça à Europa, tours de conferências bem pagadas e até mesmo bilhetes para um concerto de Madonna. [Holland J. GlaxoSmithKline to pay 3 billion for health fraud. Bloomberg/Business Week News, July 2, 2012] http://www.businessweek.com/ap/2012-07-02/glaxosmithkline-to-pay-3-billion-for-health-fraud

O JAMA desmascara uns argumentos comuns contra a vacina contra a gripe. (#13-04, 24 de janeiro de 2013)
Um recente artigo no Journal of the American Medical Association explicou por que cinco argumentos comuns sobre a vacina contra a gripe são infundados:
"A vacina não funciona."
"A vacina causa a gripe"
"Tenho alergia aos ovos".
"Não posso tomar a vacina porque estou grávida ou porque tenho uma condição médica subjacente ou porque vivo com uma pessoa imunocomprometida."
"Nunca pego a gripe / sou saudável".
Os autores também defendem medidas preventivas básicas, como a higiene das mãos, o controle de tosse e a redução da exposição. O artigo completo: "Influenza prevention update: Examining common arguments against influenza vaccination", pode ser visto gratuitamente por internet (ligação).

A FDA acaba com as restrições pelo contraceptivo de emergência plan B. (#13-31, 22 de agosto de 2013)
A FDA aprovou o contraceptivo de emergência Plan B One-Step para uso sem receita médica para todas as mulheres em idade fértil. Esta ação é em conformidade com a ordem de 5 de abril de 2013 do Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Nova York que torna os contraceptivos de emergência contendo levonorgestrel disponíveis como medicamento de venda livre sem restrições de idade ou de ponto de venda. Plan B One Step é uma pílula de dose única que pode diminuir a chance de gravidez impedindo a ovulação. Pode-se tomar até 120 horas após a relação sexual desprotegida, mas quanto mais cedo ele é usado, tanto mais é eficaz. Si se toma dentro de 12 horas, a taxa de gravidez é de 0,4%. Si se toma dentro de 1 a 3 dias, a taxa é de 2,7%. A causa foi encabeçado diante do tribunal pelo centro para os direitos reprodutivos (Center for Reproductive Rights).

Avisos australianos de segurança nos cigarros parecem ser eficazes (#14-22 , 15 de junho de 2014)
O consumo doméstico de produtos de tabaco na Austrália caiu para 4,9% entre março de 2013 e março de 2014 [Innis M.Australia's graphic cigarette pack warnings appear to work. The New York Times, June 11, 2014]. A queda parece ser devida ao aumento dos preços e aos regulamentos nas embalagens (packaging regulations), que entraram em vigor em dezembro de 2012. Os pacotes de cigarros australianos devem ser agora sem imagens, com exceção dos grandes avisos gráficos sobre a doença cardíaca e pulmonar, e outras doenças graves. O Guia de Fornecedor (Supplier Guide), que fornece informações completas, pode-se achar online.

O Colégio Médico dos Estados Unidos recomenda os medicamentos genéricos (#15-48 - 6 dezembro 2015)
O Colégio Médico dos Estados Unidos (American College of Physicians) emitiu uma declaração de posição solicitando uma mais ampla prescrição de medicamentos genéricos [Choudrey NK and others. Improving adherence to therapy and clinical outcomes while containing costs: Opportunities from the greater use of generic medications: Best practice advice from the Clinical Guidelines Committee of the American College of Physicians. Annals of Internal Medicine. Published online, Nov 24, 2015]. A declaração é baseado numa revisão da literatura que conclui:
- A pesquisa mostra que os medicamentos genéricos são tão eficazes como os medicamentos de marca.
- Muitos medicamentos de marca são usados quando estão disponíveis opções genéricas igualmente eficazes e menos dispendiosas.
- Ao utilizar mais medicamentos genéricos, os pacientes podem economizar muito dinheiro sem ter qualquer impacto sobre sua assistência médica nem nos resultados. Além disso, poderiam-se poupar bilhões de dólares em gastos de saúde.
- Os medicamentos genéricos diminuir os custos direitos para os pacientes. Algumas pesquisas mostram que os medicamentos genéricos menos caros poderiam ajudar os pacientes a permanecer em seus planos de tratamento. Isso é especialmente útil para pacientes com condições crônicas que requerem tratamento medicamentoso de longo prazo.
- Alguns pacientes e médicos supõem, erradamente, que custos mais baixos significam menor eficácia, mesmo quando a pesquisa mostra o oposto.
- Os médicos devem prescrever medicamentos genéricos, quando possível, em vez de mais caros medicamentos de marca.

John Oliver ridiculariza o marketing das empresas farmacêuticas (#16-12 - 3 abril 2016)
O comediante John Oliver examinou como as empresas farmacêuticas gastam bilhões de dólares para convencer os médicos a prescrever seus produtos. É difícil de medir até que ponto as estratégias de marketing funcionem, mas as próprias empresas acreditam que eles são eficazes. O vídeo de 17 minutos de Oliver teve mais de 6 milhões de visualizações desde que foi postado no YouTube há dois meses.

A American Medical Association expressa sua preocupação com o uso de "drogas inteligentes" (#16-27 - 17 julho 2016)
A Câmara dos Delegados da American Medical Association votou para desencorajar a prescrição e a utilização de medicamentos sujeitos a receita médica para a melhoria cognitiva em indivíduos saudáveis. Estes produtos, referidos como nootropics ou "drogas inteligentes" (smart drugs), incluem medicamentos sujeitos a receita médica, suplementos dietéticos, ou outras substâncias quem alega-se melhorar as funções cerebrais, como a função executiva, a memória, a aprendizagem, e/ou a inteligência [AMA confronts the rise of nootropics. AMA news release, June 14, 2016]. A nova declaração de política observa que:
- Os medicamentos sujeitos a receita médica aprovados pela FDA para o tratamento do transtorno do déficit de atenção com hiperatividade ou narcolepsia são comumente usados por estudantes e outras pessoas que procuram melhorar a memória, a aprendizagem ou outros aspectos da cognição.
- Apesar de apresentar os estimulantes com receita riscos reais, eles não fazem as pessoas mais inteligentes. A evidência disponível sugere que os efeitos cognitivos dos estimulantes sujeitos a receita médica parecem ser muito variáveis dum indivíduo ao otro, são dose-dependentes, e são limitados ou, na melhor das hipóteses, modestos em indivíduos saudáveis.
- Mais de 100 substâncias, dos aminoácidos às preparações botânicas, são recomendados nos sites web para melhorar o desempenho cognitivo, mas a sua segurança e eficácia não foram sistematicamente analisadas. A AMA vai instar o FTC a examinarem as publicidades destes produtos para garantir que elas não forem enganosas.

A FDA ataca a venda de derivados da maconha como cura para o câncer (#17-41 - 5 novembro 2017)
A FDA ordenou a quatro empresas - Greenroads Health, Natural Alchemist, That's Natural! Marketing and Consulting, e Stanley Brothers Social Enterprises LLC - para parar de vender produtos de canabidiol (CBD) com reivindicações não comprovadas de que são eficazes contra o câncer. Os produtos incluem gotas de óleo, cápsulas, xaropes, chás e loções tópicas e cremes. Alguns também foram comercializados como tratamento alternativo ou adicional para a doença de Alzheimer e outras doenças graves. A CBD é um componente da planta de maconha que não é aprovado pela FDA em qualquer medicamento para qualquer indicação [FDA warns companies marketing unproven products, derived from marijuana, that claim to treat or cure cancer. FDA news release, Nov 1, 2017].

Admoestaram promotores de canabidiol (#19-14 - 8 abril 2019)
A Federal Trade Commission (FTC) e a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA enviaram conjuntamente cartas de advertência à Nutra Pure LLCPotNetwork Holdings, Inc., e à Advanced Spine and Pain, LLC (d/b/a Relievus) porque acreditam que as empresas tenham comercializado ilegalmente produtos contendo canabidiol (CBD) para tratar uma variedade de doenças e problemas graves [FTC joins FDA in sending warning letters to companies advertising and selling products containing cannabidiol (CBD) claiming to treat Alzheimer's, cancer, and other diseases. FTC Press Release. April 2, 2019]. O CBD é um composto químico encontrado na maconha e no cânhamo que não produz efeitos psicotrópicos. Em 2018, o FDA aprovou uma preparação de canabidiol (nome comercial Epidiolex) para tratar duas formas raras e graves de epilepsia. Mas desde 2015, a FDA ordenou que muitas empresas parassem de fazer alegações não aprovadas. Todavia o mercado de produtos baseados em CBD não aprovados é florescente, enquanto é deficiente a proteção do consumidor. A FDA e outros descobriram que alguns produtos da CBD não continham as doses declaradas pelos vendedores. Substâncias químicas perigosas foram encontradas em uns difundidos líquidos por cigarro eletrônico baseados em CBD. Embora exista grande interesse em potenciais usos médicos da CBD, as evidências de sua segurança e eficácia ficam muito aquém das exagerações da propaganda dos produtos disponíveis.

A versão original dos textos do boletim informativo está na página inglês. Por sugestões ou críticas sobre a tradução podem escrever-me.
Para consutar o arquivo completo do boletim informativo liguem-se à página web:
https://www.ncahf.org/digest19/index.html.
Para receber gratuitamente o boletim informativo de Consumer Health Digest (em inglês) é suficiente ligar-se à página web:
https://www.ncahf.org/digest/chd.html.

Legenda: FDA: Food and Drug Administration, Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos http://www.fda.gov/
FTC: Federal Trade Commission, Commissão Federal de Comércio dos Estados Unidos http://www.ftc.gov/ em espanhol: http://www.ftc.gov/index_es.shtml
AMA: American Medical Association http://www.ama-assn.org/ama

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Boa saúde a todos (à exceção dos charlatães que fazem dinheiro na saúde dos outros).

Me desculpo por qualquer falha na tradução portuguesa:
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página criada em: 8 de setembro de 2012 e modificada pela última vez em: 8 de maio de 2019