Giordano BRUNO (1548-1600)

SONETO EM ELOGIO DO ASNO
Oh santa asneira, santa ignorância,
Santa estupidez, pia devoção!,
Apenas tu podes fazer as almas tão boas,
Que engenho humano e estudo não supera-te;
Não chega a fatigosa vigília
De qualquer arte, ou invenção,
Nem dos sabios a contemplação
Ao ceu em que construis teu site.
para que serve, oh curiosos, estudar?
Querer saber o que a natureza faz,
Se as estrelas são terra, fogo e mar?
A santa asneira disso não cuida;
Mas com mãos juntas e de joelhos quer ficar,
Esperando de Deus a sua ventura.
Nenhuma coisa dura,
Excepto o fruto do repouso eterno,
Que Deus dará-nos depois das exéquias.

de: "Cabala del cavallo pegaseo". Texto original em: http://www.filosofico.net/pegaseo.htm
tradução: Andrea Gaddini

Me desculpo por qualquer falha na tradução portuguesa:
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página creada em: 19 de dezembro de 2008 e modificada pela última vez em: 13 de fevereiro de 2017