Raça bovina Maremmana

A Maremmana é uma raça bovina italiana, que se considera-se pertencer à cepa Podólica, um grupo de raças bovinas europeas cinzentas, algumas das quais estão agora extintas, e que se consideram descendentes de antepassados comuns, dada a sua notável semelhança. A raça deve seu nome à sua área de criação, a Maremma, uma região litoral uma vez pantanosa de Itália, entre Toscânia do Sul e Lácio do Norte.

História
Muitos consideram o Maremmana e as outras raças podólicas como descendentes diretas do auroque (Bos taurus primigenius, Bojanus, 1827), o antigo bovino selvagem, agora extinto, o último espécime daquele morreu em Polónia em 1627.
O auroque é descrito por Júlio César no De Bello Gallico, e Plínio
(História Natural, VIII 30, 74), relata de um taurus silvestris, um bovino bravo e feroz de pelagem fulva e de olhos azuis vivindo na Etiópia. Na verdade, parece improvável que este último possa corresponder ao auroque, sendo mais provavelmente um animal imaginário, cuja descrição seria indireta, exagerada e distorcida.
A opinião da descendência direta das podólicas dos auroques é um vestígio das teorias zootécnicas do passado, que propunham várias espécies do gênero Bos como antepassadas das diferentes cepas de gado (teoria polifilética), especialmente com base nos diâmetros do crânio e no comprimento dos cornos.
O naturalista suíço Ludwig Rütimeyer em 1862 classificou os restos de gado selvagem em duas espécies: Bos primigenius e Bos brachyceros igual ao Bos longifrons classificado por Owen, mais tarde Nilsson classificou uma forma intermediária, Bos frontosus, então Wilkens propôs o Bos brachycephalus, e finalmente Arenander lançou o Bos akeratos. O zootécnico francês André Sanson dividiu o gado em doze espécies ou raças naturais, com diferentes adjetivos geográficos, seis das quais dolicocefálicas (com crânio alongado) e seis braquicefálicas (com crânio encurtado)
(Malossini).
De acordo com estas teorias, o Bos primigenius seria o antepassado das raças cinzentas das estepes e das podólicas, enquanto os aficionados da tauromaquia mantêm que o descendente direto de Bos primigenius seja a raza de lidia, a usada na corrida.
Pelo contrário, a ciência taxonômica moderna esclarece que os auroques pertenciam à mesma espécie de gado doméstico e, portanto, os vários bovinos pré-históricos classificados por seus próprios nomes específicos eram, de fato diferentes formas de Bos taurus. Então todas as raças bovinas de hoje descendem do auroque.
Já em 1859 Charles Darwin apoiou a mesma tese: “A doutrina da origem de nossas diversas raças domésticas de várias linhagens indígenas foi levada a um extremo absurdo por alguns autores. Eles acreditam que todas as raças criadas em pureza, apesar de ser seus caracteres distintivos tão leves, têm seu protótipo selvagem. Seguindo esse critério, deveria ter existido pelo menos uma vintena de espécies de gado selvagem, como muitas de ovelhas e várias de cabras, somente na Europa e muitas até mesmo na Grã-Bretanha
(A origem das espécies, capítulo I).
Portanto, todas as raças de gado atuais descem desses antepassados, embora algumas, tendo sido menos sujeitas a melhorias genéticas, mantiveram maior semelhança com o antepassado selvagem, como o vemos representado nos graffiti e estatuetas pré-históricos e nas gravuras medievais. Outros detalhes das teorias sobre as origens das raças podólicas podem-se encontrar neste artigo (em italiano).

De acordo com as teorias tradicionais, os bovinos podólicos teriam chegado na Itália com as invasões bárbaras das estepes da Europa Oriental (a Podólia é uma região da Ucrânia de hoje) no século V, e, cruzando-se com gado local, teriam dado origem a diversas populações locais. Na realidade, não há documentação sobre esta introdução, e as poucas notícias deixadas pelos cronistas da época induzem ao invés a excluir que as raças podólicas fossem trazidas para a Itália durante as invasões bárbaras, também porque muitas das invasões foram realizadas por guerreiros montados, que deslocavam-se rapidamente, sem levar consigo a suas famílias e o mobiliário, incluindo o gado, senão saqueavam o gado e a comida que encontravam no caminho. Por exemplo, a famosa invasão dos hunos de Attila de 452, considerada por muitos a responsável pela introdução do gado podólico na Itália, durou apenas três meses, praticamente foi uma incursão, o que exclui que as hordas de hunos estivessem preocupadas com a melhoria do gado italiano.
Outros autores
(Ciani e Matassino), negam a origem podólica das raças bovinas cinzentas italianas, evidenciando que os bovinos macróceros (com cornos amplos) estão documentados na região mediterrânea desde a idade neolítica, vivendo junto com seu antepassado bravo Bos primigenius e assumindo que ao invés o gado balcânico é derivado do italiano. Das representações pictóricas e plásticas egípcias e minóicas, resultam caracteres parecidos àqueles do gado macrócero de hoje, como os maremmanos o umas razas ibéricas, como a Cachena espanhola e portuguesa (ver imagens de touro e vacas) e a portuguesa Barrosã (ver imagens de touro e vaca), mostrando cornamentas muito semelhantes àqueles da Maremmana, apesar do que os outros traços sejam muito diferentes.

Também em Itália existem representações de gado macrócero, como o copo em lâmina de bronze do XI século a.C., achado em Tolfa, no coração da Maremma lacial, os askos villanovianos, do museu de Tarquinia, também na Maremma lacial (VIII século a.C.), e de Bolonha (725-680 a.C.), o grupo de bronze dum lavrador com dois bois, do final do século VIII a.C. e a cena de sacrifício num vaso de bronze, da segunda metade do século VIII a.C., ambos de Bisentium (no lago Bolsena), os frescos etruscos da Tumba dos Touros do VI século a.C., em Caere (Cerveteri, também na Maremma lacial), o touro na urna cinerária em prata repoussé da Tumba do Duce de Vetulónia (na Maremma toscana) do museuarqueologico de Florença e as cabeçinhas bovinas que adornam o alguidar de bronze da tumba Bernardini de Palestrina (675 a.C.), exposta no Museu Nacional Etrusco de Villa Giulia em Roma, no site de Villa Poniatowski.

De acordo com alguns autores do passado, existia uma raça romana, muito parecida com a Maremmana, e chamada assim pela sua forte conexão com a cidade de Roma, onde era amplamente utilizada como animal de trabalho, que até ferrava-se, como a principal fonte de carne, conduzido na cidade em rebanhos, e como papel principal da Giostra delle vaccine, a versão romana da tourada. Em 1908 o Meyers Großes Konversations-Lexikon, vol. 16, ao lado da Húngaro-Transilvana e da Podólico-Bessarábia, cita outra variedade italiana da raça Podólica, a "romanische Rasse" (raça romana) (Maróti-Agots).
O gado maremano foi comummente reproduzido por inumeráveis pintores nos paisagens da "campagna romana", a região agrícola nos arredores de Roma, a partir do século XVII (veja as imagens abaixo).

Uma raça extrangeira muito semelhante à Maremmana é a Cinzenta Húngara (Magyar szürke szarvasmarha), que de acordo com alguns autores seria uma antecessora do gado cinzento que hipoteticamente teria sido introduzido em Itália no século V, mas também derivada da Maremmana, pois que no século XVIII os Lorena, Grão-duques de Toscânia, enviaram touros maremanos para melhorar o gado das suas propriedades de família na puszta húngara. Ocorreram outros envios de reprodutores maremanos para cruzamentos na Cinzenta Húngara em 1934 (2 vacas e 2 touros) e em 1936 (9 touros e 7 novilhas), com gado procedente das fazendas estatais de Tor Mancina, no município de Monterotondo e de Montemaggiore, no município de Montelibretti, ambos na província de Roma, com outras exportações não melhor quantificadas, até 1944 (Hönsch, 1971). Em outubro de 1971, foram exportados na Hungria um touro e três touros jovens das fazendas Alberese, Polverosa e Musignano, na província de Grosseto (Hönsch, 1973).
A região da Maremma era caracterizada por um ambiente áspero e por uma situação difícil mesmo pela população humana, devido também à malária que estava presente até os primeiros anos do século XX, e assim o gado que originou-se lá pertencia a uma raça forte, resistente, adequada ao pastagem livre. A expansão da mecanização agrícula reduziu drasticamente o efectivo da Maremmana e, duma inicial tríplice aptidão (leite-carne-trabalho), a Maremmana transformou-se numa raça a dobre aptidão (leite-carne) e hoje é uma raça de carne.
A tentativa de transformar a Maremmana numa raça mais produtiva, mas menos rústica, por meio de cruzamentos absorventes, foi afortunadamente esquecida nos primeiros anos do XX século, embora naquela época reduziu-se o número de cabeças criadas em pureza. Hoje a Maremmana é empregada em pureza ou cruzada com raças de carne especializadas (geralmente Charolês, mas também Chianina, Limousin e outras), para produzir novilhos com melhores caracteristicas de produção de carne, sem perder a rusticidade e a capacidade das vacas maremmanas de cuidar dos seus bezerros.
O gado cruzado Chianina x Maremmana foi no passado conhecido como raça Cecinese
(Mason).

Em 1862, Cuppari descrevia a Maremmana como de baixa altura, de forma semelhante à dos búfalos, "com pescoço e cabeça para fora", resistente mas selvagem. Em 1872, Vallada distinguia a raça "delle Maremme" definida como: "apta para suportar os trabalhos mais penosos, da natureza mais forte que se possa desejar", embora má produtora de leite e carne, e a raça "Romana", a mais antiga da Itália, e antepassade das raças italianas das planícies, muito parecido com a raça húngara e cruzada com a raça podólica dos Balcãs, onde teria sido importada pelos Romanos, com grande resistência às difíceis condições ambientais nas áreas em que criava-se.
Em 1903, Faelli mencionava a raça Maremmana, presente na Toscana, de origem podólico, com uma aparência quase selvagem, muito boa para o trabalho, pouco apreciada pela carne, e a raça bovina do Lácio, também conhecida como raça da Campanha romana, também de origem podólica, com uma aparência robusta e nobre, com cornos amplos, com quartos dianteiros bem desenvolvidos, mais do que os traseiros, garupa aguda, pigmentação apical negra e pelagem cinzenta, trigueira no bezerro até o desmame. A raça tinha uma aptidão pelo trabalho com escassa aptidão leiteira e produção de leite suficiente apenas para alimentar o bezerro. Os touros, depois de servir alguns anos como reprodutores, foram castrados e engordados. De acordo com Faelli, a raça era susceptível de melhorar, desde que fosse criada pelos criadores.
Em 1928, um discurso do professor Renzo Giuliani numa reunião de criadores em Grosseto estabeleceu as bases para a seleção da raça, com a fundação das primeiras associações de criadores, embora a seleção morfológica tenha sido implementada há muito tempo pelos criadores mais avançados que forneceram reprodutores aos agricultores de outras regiões. Em 1932, a Inspetoria Regional da Toscana e o Instituto de Zootecnia da Universidade de Florença lançaram um programa de selecção morfológica, intervindo nos melhores rebanhos também com controles de peso, num esquema proposto pelo professor Giuliani, obtendo rapidamente resultados muito bons. Desde 1936, foram iniciados os "testes de progênie" (progeny test) na descendência dos touros, e nas províncias de Grosseto e Viterbo foram criados núcleos de seleção.
Em 1941 Albertario contava 288.135 cabeças de Maremmana, cerca de cem mil mais do que a raça Frísia, então definida como "Holandesa". Os animais foram criados para quase metade no Lácio, e para o resto em outras 14 regiões, especialmente na Toscana, nas Marcas e na Úmbria.
Ainda em 1941, o Manuale dell'Agronomo (Manual do agrónomo) de Tassinari enumerava entre os traços funcionais da Maremmana: "uma aptidão muito acentuada pelo trabalho, combinada com rusticidade e com baixos requisitos nutricionais; a aptidão pela produção de carne é subordinada; boa capacidade de produção de leite para os bezerros. Rendimento de carcaça nos adultos: 45-50%".

Criação
A Maremmana leva marcados caracteres de rusticidade, com elevada capacidade de pastar em qualquer estação em terrenos áridos, alimentando-se de recursos vegetais que outras raças não poderiam utilizar, tornando assim a sua criação muito mais barata, e dando bezerros para engorda, de raça pura ou cruzados com raças de carne especializadas. Além disso a Maremmana é também muito resistente à seca, aos predadores e aos parasitas por suas características morfológicas e fisiológicas, mas também pelos comportamentos de proteção em relação ao grupo e à prole, muito semelhantes aos dos ruminantes selvagens.
A criação da Maremmana é tradicionalmente em estado bravo por todo o ano, precisando somente integrações muito pequenas de palha para satisfazer as suas necessidades. No Inverno o gado explora bosques e matos para alimentar-se e como abrigo do frio. Em Primavera, depois dos partos, os animais deslocam-se nas pastagens, onde as vacas encontram bastante recursos alimentícias para amamentar os vitelos. No Verão o gado pasta em áreas pantanosas, bosques e, onde disponíveis, em pastagens e prados irrigados, enquanto no Outono eles regressam às pastagens que já exploraram na Primavera, ficando lá até novembro, quando vão invernar no matagal, onde as grandes dimensões dos cornos ajudam-nos para abrir caminho na vegetação mais densa.
A rusticidade da Maremmana inclui a sua considerável capacidade maternal, entendida como habilidade de levar o bezerro vivo e são até a edade do desmame (no quinto mês com o 98% de sobrevivência do bezerro). A rusticidade das vacas Maremmanas consiste numa grande facilidade de parto, sem nenhuma ajuda, excelente produção de leite (10-12 l/d) que assegura ao bezerro ganhos médios diários muito bons (até 1 kg/d) e capacidade de proteger si própria e o seu bezerro contra os ataques dos predadores (principalmente lobos e cães bravios).
O desmame dos vitelos ocorre no Outono, e na Primavera seguinte são marcados com ferro em brasa durante a "merca" que é amiúde uma ocasião por festas tradicionais, sendo igualmente uma atracção turística. A estação das cobrições dura aproximadamente três meses, com grupos de 20-30 vacas por touro, que são constituidos em Primavera.

Morfologia
As qualidades que caracterizam a Maremmana são os amplos cornos, largos em média 60 cm, mas que podem chegar a 145 cm., com uma distância entre as pontas de um metro, em meia lua nos touros e em lira nas vacas. A pelagem varia do cinzento-claro ao cinzento-escuro na vaca, e é cinzento-escuro no touro, com cabeça, pescoço, membros dianteiros e parte dianteira do tronco mais escuros. Em 1941 o Manuale dell'Agronomo (Manual do agrônomo) de Tassinari mencionava como características de distinção pelos toros as manchas negras suborbitárias e o pelo preto no pescoço, nos ombros, nos antebraços e na barbela. Nos bezerros ao nascimento a pelagem é de cor trigueiro e começa tornar-se cinzento a partir do terceiro mês de edade.
Nos maremmanos algumas partes têm que ser pretas (pigmentação apical negra), para aguentar a criação ao ar livre em áreas com forte irradiação solar. As partes interessadas são unhas, unhas rudimentares do boleto, pontas dos cornos, língua, focinho, mucosas das aberturas naturais, pestanas e mucosa das pálpebras, orelhas, tufo da bainha, base do escroto, borla da cauda. Para os espécimes dotados dos traços morfológicos funcionais necessários para a admissão no livro genealógico, são tolerados uma madeixa vermelhusca entre os cornos, borla cinzenta da cauda e a despigmentação parcial das aberturas naturais.
O desenvolvimento esquelético é imponente como o desenvolvimento da parte dianteira do tronco, e juntamente à correcção dos aprumos, caracteres típicos dos animais de trabalho, dão a este gado um aspecto possante. A história centenária de Maremmana como animal de trabalho é testemunhada pela profundidade do peito que, com a subseqüente seleção para a aptidão pela carne, gerou um aumento nos diâmetros transversais desta área, com uma maior arqueação das costelas.
As articulações são netas, a pele é fina, elástica, solta e gordurosa, com boa funcionalidade dos músculos cutâneos, adequada para repelir parasitas, e o abdômen é espaçoso, embora não muito volumoso ou caído, permitindo uma capacidade de ingestão adequada, para conter a relevante quantidade de alimentos vegetais grosseiros, com baixo valor nutricional do qual o gado Maremmana pode aproveitar. Em comparação com o passado, a barbela é reduzida, mas ainda relevante, como vestígio de quando era uma superfície adicional de dissipação de calor, indispensável para os animais de tração em ambientes muito quentes.
As vacas maremanas alcançam uns 15-16 anos de edade, mesmo se o seu desenvolvimento é um pouco tardio: em 18 meses o seu peso é apenas de 350-440 Kg, enquanto como adultas alcançam 600-700 Kg, e o peso dos touros é de 700-1200 Kg. Ao abate o novilho maremmano (18 meses) tem um peso médio da carcaça de 280,9 kg, com rendimento de carcaça de 52,88% e rendimento neto de 58,65%. A altura à cernelha varia de 155 a 180 cm nos touros e de 143 a 150 cm nas vacas, dependendo de ecotipos.
Por razões de comparação, o gráfico seguinte mostra os dados da Maremmana, publicados em 1941 no Manuale dell'agronomo de Giuseppe Tassinari:

 Categoria

 Idade (meses)

 Altura à cernelha (m)

Peso (kg)
 Touros

 > 60

  1,50-1,55

 750-850
 Novilhos

 24-36

 1,40-1,45

500-600
 Vacas

> 70 

 1,40-1,50

550-650
 Jovens bovinos

36-48

 1,37-1,43

400-500

Seleção
O Livro Genealógico da Maremmana é gerido pela ANABIC, a Associazione Nazionale Allevatori Razze Italiane Bovine da Carne (Associação de Criadores das Raças Italianas de Gado Bovino de Carne), que em 1961 incorporou a Associação de Criadores da Maremmana. Os melhores novilhos são postos à prova em teste de performance individual em estação num Centro de Seleção de Novilhos (Centro di Selezione Torelli), em Alberese, perto de Grosseto, donde, quando selecionados, saem em 15 meses como touros. A seleção dos reprodutores basea-se na sua produtividade, genealogia e morfologia: esta última consiste num juízo sobre a beleza funcional do animal, porém centrado principalmente no desenvolvimento muscular, mais que sobre padrões meramente estéticos como dava-se no passado. Desde 1986, a ANABIC introduziu uma nova ficha de avaliação morfológica, com base nestes novos princípios.
Os objetivos de seleção são a produção de indivíduos rústicos capazes de abastecer carne de boa qualidade, com sistemas de criação ao estado selvagem e explorando recursos vegetais de baixa qualidade. Às vacas requer-se ser longevas e ter boas aptidões maternas.
O esquema de seleção põe-se em obra no Centro de Seleção de Novilhos e permite alcançar o progresso máximo de acordo com as diferentes organizações de empresa. Os rebanhos geridos com um sistema de pastoreio são divididos em duas categorias: "A" empregando apenas um touro para cada grupo de acasalamento, e dos quais produzem-se os touros jovens (4) e "B" (7): empregando mais de um touro para cada grupo de acasalamento (8) que podem produzir as novilhas de reposição, mas não os touros. Os touros jovens são avaliados e selecionados em centros específicos (1), com base em seus próprios traços de produção e naqueles das suas mães, selecionadas com base em suas habilidades maternas e eficiência reprodutiva (5). A ANABIC publica em seu site web as imagens do touro e da vaca ideais, de acordo com o padrão da raça.

Hoje
O efectivo do Livro Genealógicoé de mais que 11.000 exemplares, quase metade dos quais estão na província de Roma, e o 76% vive no Lácio, enquanto 22% são criados na Toscânia (quase todos na província de Grosseto).
Várias cabeças de Maremmana são criadas em rebanhos "institucionais", além da Herdade de Alberese (na província de Grosseto), a fazenda biológica do Ente Pubblico Terre Regionali Toscane (Organismo público das Terras Regionais da Toscana), sede do mencionado Centro de Seleção de Novilhos, também achamos a Herdade da Presidência da República em Castelporziano, a Fazenda do Município de Roma em Castel di Guido e o Centro de Pesquisa para a Produção da Carne e o Melhoramento Genético (PCM) do CREA (Conselho de Pesquisa em Agricultura e Análise da Economia Agrária) em Tor Mancina, no Município de Monterotondo, perto de Roma.
Há cada vez mais interesse pela Maremmana de parte de criadores italianos (sobretudo do Sul) e estrangeiros (Espanha e América Central), interessados em sua considerável rusticidade e economicidade de criação.

MAREMMANA - Cabeças inscritas no Livro Genealógico ao 31 de dezembro de 2019 (fonte: Anabic)

Explorações

 Touros

Vacas

Novilhas

Jovens bovinos

Total

 Ne

249

 213

6.853

2.023

2.679

11.768

826,32

Me desculpo por qualquer falha na tradução portuguesa:
se você deseja comunicar comígo para correções e/ou comentários,
escreva-me

ligações

ligações atualmente não ativas

minhas fotos da Maremmana

Você pode usar essas fotos, desde que cite a fonte

bibliografia:
ADAMETZ Leopold (1926) Lehrbuch der Allgemeinen Tierzucht. Springer, Wien, Austria.
ALBERTARIO Paolo (1941) Consistenza numerica e distribuzione delle principali razze bovine allevate in Italia. Giornale degli Allevatori, 6 (16) 4-6.
ANABIC (s.a.) Standards di razza : Maremmana
ANABIC (s.a.) La razza Maremmana. Grafiche Ballerini, Pescara, Itália.
ARSIAL (2017) Razze autoctone tutelate.
ligação
BETTINI Tito Manlio (1962) L'evoluzione dell'allevamento bovino in Italia in un secolo di unità. Rivista di Zootecnia, 35: 365.
BIGI Daniele, ZANON Alessio (2008) Atlante delle razze autoctone. Edagricole, Bolonha, Itália.
BODÓ Imre (editor, 2011), Characterization of Indigenous and Improved Breeds, Te-Art-Rum Bt., Budapest, Hungria.
CIANI Ferdinando, MATASSINO Donato (2001) Il bovino grigio allevato in Italia: origine. Nota I: il bovino Macrocero. Taurus speciale 12: 89-99.
CUPPARI Pietro (1862) Lezioni di economia rurale date preventivamente in Pisa nel 1855. Tipografia M. Cellini e C., Firenze, Itália.
DARWIN Charles (1859) On the Origin of Species by Means of Natural Selection. Murray, Londres.
ligação
FAELLI Ferruccio (1903) Razze bovine, equine, suine, ovine e caprine. Ulrico Hoepli, Milão, Itália.
FUENTES GARCÍA Francisco C., SÁNCHEZ SÁNCHEZ José Maria, ABASCAL Carlos Gonzalo (2000) Manual de etnología animal: razas de rumiantes. Diego Marin, Murcia, Espanha.
GADDINI Andrea (2007) La giostra delle vaccine a Roma. Taurus, 2: 33-38
GADDINI Andrea (2012) La razza Maremmana a Roma. Taurus, 3: 23-25.
GADDINI Andrea (2016) Le podoliche. Eurocarni, 8: 74-79.
ligação
GESNER Conrad (1553) Icones Animalium Quadrupedum Viviparorum et Oviparorum. Froschoverus, Zurich, Suíça.
HÖNSCH Pal (1971) Il problema della somiglianza, ovvero della identità tra la razza bovina Maremmana e la Grigia Ungherese. Zootecnia e Veterinaria, 11-12: 204-223.
HÖNSCH Pal (1973) Ipotesi sull'origine delle razze bovine podoliche esistenti in Italia ed in Ungheria. Zootecnia e Veterinaria, 28: 236-251.
MALOSSINI Franco (2001) La domesticazione degli animali. Atti della Accademia Roveretana degli Agiati, CCLI anno accademico 2001, sez. VIII, vol.I, B. Rovereto, Itália.
MARÓTI-AGOTS Ákos (2011) The origin of Podolic breeds and the name of breed group. Em: Bodó (2011)
MASON I. L. (1951) A World Dictionary of Breeds Types and Varieties of Livestock. Commonwealth Agricultural Bureau, Slough, Bucks, England.
SAÑUDO ASTIZ Carlos (2011) Atlas Mundial de Etnología Zootécnica. Servet, Zaragoza, Espanha,
SAVE/Monitoring Institute (2002) Risorse genetiche agrarie in Italia. Monitoring Institute, São Galo, Suíça..pag. 120.
TASSINARI Giuseppe (1941) Manuale dell'agronomo. Ramo Editoriale degli Agricoltori. pag. 825.
TORTORELLI Nicola (1984) Zootecnica speciale. Edagricole, Bolonha, Itália.
VALLADA Domenico (1872) Taurologia o cenno zootecnico e zoografico del bue. Unione Tipografico-Editrice Torinese, Napoli-Roma, Itália.

ligações
Fundação não lucrativa Slow Food pela biodiversidade: http://www.fondazioneslowfood.com/it/presidi-slow-food/razza-maremmana/


página criada em: 18 de novembro de 2009 e modificada pela última vez em: 3 de maio de 2020